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No último mês, mais de uma pessoa me perguntou onde comprar meus audiobooks além da Amazon. Sim! Tanto Gay de família quando Um conto gay de Natal já existem em formato de audiobook narrados pelo icônico Juan Jullian. Mas parece que, por uma questão de falta de acessibilidade, o site da Amazon dificulta que pessoas com deficiência visual encontrem esses audiobooks e se divirtam com essas histórias no formato que mais deveria facilitar esse processo. Então aqui vai a lista de plataformas com seus devidos links:

Audible/Amazon

Skeelo

TocaLivros

Google Play


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Depois de 3 anos ouvindo vocês me perguntarem ininterruptamente cadê livro novo, tenho o imenso prazer de anunciar que tenho um livro inédito em pré-venda! Isso aí, gente, agora vocês já podem comprar minha nova comédia "Os dois amores de Hugo Flores"!!!


Nessa nova história, vocês vão conhecer o Hugo, que é um cara de 24 anos que saiu lá de Fiofó do Oeste, uma cidadezinha excêntrica do interior do Rio de Janeiro, para correr atrás do sucesso na cidade grande. Hugo desde criança se dá bem com computadores, mas com pessoas... hum... o histórico dele deixa um pouco a desejar. Hugo nunca se relacionou com ninguém, porque tudo que existe na vida dele é o amor ao trabalho, e é aqui que as coisas começam a se complicar: a nova chefe de Hugo quer criar um aplicativo de pegação que seja irresistível e, para impressioná-la, ele faz de tudo para tomar a frente do projeto, logo ele, que nunca deu um beijo na boca. Pelo menos Hugo não está sozinho nessa, já que nessa empresa de tecnologia também há João Bastos, um colega de trabalho charmoso e implicante que vai bagunçar Hugo todinho.


SINOPSE COMPLETA

"Antes fosse um triângulo amoroso, mas o que Hugo Flores ama de verdade é trabalhar. Afinal, cresceu com os pais profetizando em seus ouvidos uma carreira de sucesso, fama e reconhecimento. Um destino infalível para um filho tão brilhante. Ele era um foguete! 

Então, quando Verônica Rico, a nova e já famosa CEO da empresa de tecnologia em que Hugo trabalha, aparece prometendo mundos e fundos, ele vê nessa reviravolta a chance de conquistar seu sonho. A única questão é que o grande projeto de Verônica é dar vida a um ambicioso aplicativo de pegação, e Hugo se vê ligeiramente apavorado por ter vinte e quatro anos e nenhuma experiência amorosa no currículo. 

Lidando com prazos impossíveis, discursos motivacionais suspeitos e o pior café já servido por um CNPJ, Hugo vai analisar como o amor e os relacionamentos funcionam. Mas é com João Bastos, o colega charmoso e implicante que parece não levar o trabalho a sério, que talvez surja a oportunidade de colocar seus estudos em prática e deixar cair a ficha de que nem todo gay é o mesmo gay"

A capa é novamente da incrível Paula Cruz

O livro tem 352 páginas e pode ser comprado em pré-venda aqui! Tem e-book e livro físico!

Muito obrigado a vocês que ficaram torcendo por mim esse tempo todo e principalmente os que apoiaram meu trabalho e mostraram pra editora Paralela que existe público para as histórias malucas que eu escrevo. Vocês abriram a porta para esse livro existir. Eu nem acredito que estou lançando um SEGUNDO livro numa das maiores editoras do Brasil. Continuem comprando para eu poder garantir o terceiro! Agora eu me empolguei.


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Qualquer pessoa que tem o mínimo de intimidade comigo sabe o quanto eu adoro planejar. E todo mundo que me acompanha há pelo menos um mês percebeu que alguma coisa não estava funcionando nos meus planos de publicação de Gay de Família. Gente, vocês estavam certos. Eu prometi horrores. Eu dei datas, chegou no dia e flopou. Eu disse AGORA VAI e não foi. Fiquei SEMANA QUE VEM e tive que adiar. Em agosto estava tudo pronto, mas outubro veio e não rolou. FINAL DE OUTUBRO e nada. Disse que de novembro não passava, mas aí...

MAS AÍ UMA OVA, POIS TUDO DEU CERTO DESSA VEZ! 

No topo da capa está o título GAY DE FAMÍLIA bem grande. Abaixo do título estão ilustrados um homem, 3 crianças de idades diferentes e uma gata. O homem adulto está de pé e veste camisa cropped, bermuda e chinelos. Em seus ombros está o menino do meio, que veste asas de fada, tiara de princesa e segura uma espada nas mãos. A gata passeia no meio das pernas do homem. O menino mais novo veste preto e está no chão com um caderninho jogando jogo da velha sozinho. A menina mais velha veste um vestido vermelho e segura uma raquete. O menino mais novo é branco, o menino do meio tem a pele marrom escuro e a menina e o homem possuem a pele marrom claro. A gata possui manchas pretas e laranjas sobre branco. O fundo da capa é amarelo, com triângulos. Na capa há 2 blurbs onde se lê: [Você vai gargalhar - Sem Spoiler] e [De cair o c* das calças - Pedro Rhuas]. No rodapé da capa aparece o nome do autor: FELIPE FAGUNDES.

"Diego não faz questão nenhuma de manter contato com a família.

Seu irmão mais velho, porém, aparece em sua porta implorando por um favor: que Diego seja babá dos três sobrinhos por uma noite, crianças com as quais ele nunca conviveu.

De olho na grana que o irmão promete pagar e acreditando piamente no seu próprio potencial como tio, ele aceita o desafio sem imaginar que os pequenos são, no mínimo, peculiares. O menorzinho se veste de preto e tem um amigo imaginário. O do meio ama princesas e transformar a casa numa zona de guerra. A mais velha quase não fala. Ainda por cima, vieram acompanhados de uma gata hedionda que provavelmente já matou gente.

Dividido entre prestar atenção nos sobrinhos ou no novo vizinho gostoso que chegou ao seu andar, Diego terá que provar que pode dar conta do recado, sem perder o rebolado que apenas um tio gay é capaz de manter."

Isso mesmo, GAY DE FAMÍLIA está entre nós!!! De fato EM PRÉ-VENDA NA AMAZON, disponível para compra em formato digital por R$ 5,99.

GENTE, EU TÔ TÃO TÃO TÃO TÃO FELIZ, VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA! E, se fazem, multipliquem por mil! Olhem que capa fofa. As crianças do jeito que imaginei! A gata geniosa! O tio sendo um grande gostoso! Os blurbs de GRANDES NOMES do Twitter fazendo eu me sentir um escritor aclamadíssimo pela crítica! Estou num sonho??? Pelo amor de Deus, espero que não.

Eu sei que para a maioria de vocês só agora parece que está acontecendo alguma coisa do lado de cá com o livro no mundo, mas eu sinto que já corri uma maratona inteira. Escrever um livro pode ser uma atividade extremamente solitária, mas publicá-lo, se você quiser fazer direito sem se autodestruir no processo, com certeza não é. Foi a primeira vez que levei uma história minha para tão longe da minha gaveta e no caminho fui descobrindo que não ia conseguir chegar até o final sozinho. Precisava de gente muito mais competente do que eu, gente que sabia o que estava fazendo, porque eu com certeza não sabia. Nossa, em cada etapa eu fui descobrindo uma coisa nova que eu definitivamente deixaria passar se fosse eu mesmo tentando fazer. Acho que saí do processo muito mais humilde do que entrei, entendendo como o escritor é na verdade apenas um ignorante. Eu já sabia, na verdade, pois tenho alguns amigos que trabalham no mercado editorial, mas é diferente sentir a coisa toda funcionando na prática. Livro é um esforço coletivo, e Gay de Família não foi diferente, mesmo sendo um ebook de 84 páginas. Então, esse texto é um registro de alguns lugares por onde passei para chegar até aqui, mas também uma longa lista de agradecimentos.

O TEXTO

Eu tinha acabado de sair de um processo feliz, mas exaustivo de escrever o livro mais longo que já ousei escrever em toda minha vida (será que vem aí em 2022?). Era final de 2020 e havia séculos que eu não sabia mais como era a sensação de trabalhar numa ideia nova. Sabe? Começar do zero e tal? Então procurei dentro de mim por uma história que eu pudesse contar em menos de 100 páginas (porque Deus me livre já me atracar com outro livro gigante), mas que tivesse início, meio e fim, então Gay de Família veio daí. Não foi sem dor. Apesar de muito piadista, tenho sentimentos conflitantes com sarcasmo e protagonistas irônicos demais (Ex: Dr House, Chandler de Friends, Yang de Grey's Anatomy e similares), mas para Gay de Família eu senti que um protagonista desse tipo seria o ideal. Então no começo eu fui escrevendo e rindo, rindo, rindo e lá para o meio eu já estava QUE CARA MALA, MORRE DIABO. Fiz todo um trabalho de calibrar o sarcasmo para eu mesmo conseguir seguir adiante e aprender a amar o Diego, meu protagonista, do jeitinho que ele é. Essa parte aqui já parece algo que eu consigo fazer sem a ajuda de ninguém, mas o resultado sai absurdamente melhor quando eu paro para ouvir a opinião dos meus leitores betas e amigos pessoais Taiany Araújo e Felipe Vieira. Não publico uma linha de ficção antes de passar por esses dois. Foi maravilhoso passar do ódio ao amor por esse livro com vocês dois!

O WATTPAD

Eu tive essa ideia maluca de publicar meus livros no Wattpad antes de irem para a Amazon e, bom, Gay de Família estava lá! Eu avisei e tudo. Não era segredo. Você que estava quase vindo aqui cair no soco comigo porque esse livro não saía, O LIVRO ESTAVA LÁ NO WATTPAD, HOMEM, BASTAVA LER. Numa versão beta, verdade. Sem capa, sem revisão, mas na íntegra. Só retirei porque a Amazon pede por exclusividade. De qualquer forma, muito obrigado a quem leu enquanto estava lá. O feedback também foi valioso! TODO MUNDO disse que precisava ter uma raquete na capa e aí está! Consegui incorporar no texto quase todas as melhorias que sugeriram. Quem leu no Wattpad e comprar na Amazon vai ler um capítulo extra com uma entrevista super intimista & exclusiva comigo! Além de sentir a magia da preparação de texto.

A PREPARAÇÃO

Muitos não sabem, eu mesmo não sabia até pouco tempo atrás, mas existe uma fase mágica no meio do processo que se chama Preparação de Texto. Eu mal sei explicar. Ela leva seu texto do lixo ao luxo. Seu texto que é poeira vira poesia. Eu quase não estou brincando. Eu conheço muitos profissionais que revisam e preparam textos, inclusive alguns amigos meus, mas para Gay de Família eu procurei por alguém que na minha cabeça também iria entender da história, sabe? Alguém talvez dentro do público-alvo, que saberia me apontar se a linguagem estava adequada para o tipo de história que eu estava me propondo a contar, e não apenas a revisão ortográfica/gramatical. Então, a Sofia Soter foi fenomenal. Eu revisei mil vezes com meus betas, deixando o texto do melhor jeito possível dentro das minhas condições, mas, ainda assim, a Sofia encontrou formas de deixar as frases belíssimas. Inverteu a ordem das palavras, cortou parágrafos inúteis, sugeriu palavras mais adequadas, pontuou inconsistências... Tudo na base da sugestão mesmo, não fui obrigado a aceitar nenhuma das alterações. Ela foi até além do esperado e apontou gentilmente trechos problemáticos que me fizeram refletir e cortar da versão final. Enfim, sem a preparação, "Gay de Família" muito mal seria apenas um "G". Se você é um escritor e pode contratar esse serviço, contrate. É a melhor coisa que você faz pelo seu texto. A Sofia inclusive faz preço especial para autores independentes e eu recomendo demais o trabalho dela!

A CAPA

Tweet de @felipe_fgnds: "Gente, tô dando a ALMA pra capa de Gay de Família ficar legal então quando sair é obrigação de todo mundo gostar, ok? Ah, mas achei feia. FINJA."

Eu odeio capas. Minto. Eu adoro capas. O que eu odeio é ser a pessoa responsável por trás de todas as decisões que trarão uma capa de livro à existência. Eu sou péssimo nisso. Deveriam me tirar da sala, decidir sem mim e só me chamar no final pra dizer sim ou não. Fontes, cores, estilos, paletas, pelo amor de DEUS, o que é um círculo cromático? Eu quase morri quando me explicaram o que é uma SERIFA. Lindíssima minha capa jamais me contradigam, mas o processo inteiro foi HORRÍVEL.

Tweet de @felipe_fgnds: "Quero todo mundo falando NOSSA, QUE CAPA INCRÍVEL e podem até exagerar É A CAPA MAIS MARAVILHOSA QUE JÁ VI NA VIDA e eu vou ficar "calma, gente, não é pra tanto também", mas vocês não vão me ouvir pois estarão ocupados elogiando a capa belíssima do meu livro"

Em agosto, sei lá, estava tudo pronto, a pessoa que ilustrou foi perfeita e fez exatamente o que eu pedi, mas na hora de divulgar em outubro... recebi o feedback do Sem Spoiler de que a capa "não estava traduzindo muito bem a história". E, gente, não estava mesmo kkkkkk. DEIXANDO AINDA MAIS EVIDENTE AQUI que de fato não foi por causa de quem ilustrou, mas::: por minha causa. O erro foi todo meu e eu meio que já sabia, mas insisti em algo nada a ver. Então NA HORA DE DIVULGAR tive a confirmação que eu temia de que, se eu publicasse, a capa provavelmente seria criticada e muita gente poderia deixar de ler achando que a história era uma coisa, mas é outra. Doutor, esse foi o motivo do meu colapso etc.


Isso acabou com TODOS os meus planos e cronogramas e datas e noites de sono, porque eu tive que correr atrás de outro conceito de capa, outra pessoa para ilustrar mais dinheiro para gastar e tudo isso muito rápido para conseguir publicar ainda em novembro. Foi simplesmente por isso que eu tive que adiar tudo mil vezes.

Eu quase chorei quando encontrei a Laura Guedes no fundo das profundezas do inferno (uma lista com mais de 200 perfis de ilustradores no Twitter. Olhei os 200, juro por Deus).

Trabalhar com a Laura foi um grande alívio, não só porque eu estava em terrível agonia, mas porque ela é tão talentosa que tirou essa capa que vocês estão vendo disso aqui:


Recomendo demais o trabalho da Laura! Mas ai de vocês se um dia eu entrar em contato com ela, e ela falar que tá ocupada trabalhando em livro dos outros, vou ligar pra polícia e mandar prender vocês, pois isso é roubo.

DIAGRAMAÇÃO

A Karen Alvares... CONTRATEM A KAREN ALVARES. Ela é a pessoa que vocês vão querer no time do livro de vocês. Ou isso ou vão terminar com um ebook todo feio e torto, como já vi muitos. Porque é isso que a diagramação de ebook faz: deixa o texto com cara de livro de verdade, com cara de profissional, sem a Amazon encrencar. Capa, folha de rosto, ficha técnica, sumário, inícios de capítulos, imagens, ilustrações, dados do autor, algumas formatações e outras coisas mais. Isso tudo é muito importante, porque impacta diretamente na experiência do leitor, mesmo parecendo coisa pequena. NÃO É. A Karen foi um ANJO nessa diagramação porque por causa desse caos da capa a gente precisou alterar o arquivo final algumas vezes até chegar na versão que vocês vão receber no dia do lançamento. Eu já conferi e está TODO LINDINHO. Quando vocês verem uma setinha com rabinho enrolado separando cenas no meio do texto, saibam que foi ideia da Karen e eu amei.

BLURBS

Para quem não sabe, blurbs são essas frases que vêm nas capas e/ou sinopses dos livros com pessoas famosas recomendando o livro em questão. Juro para vocês, NEM EM MIL ANOS eu iria imaginar que minha primeira história publicada na Amazon viria com blurbs do Sem Spoiler – o perfil literário mais influente do Twitter inteiro – e do Pedro Rhuas – autor best-seller da VEJA que está bombando horrores com seu livro Enquanto eu não te encontro. Eu mal sei como isso aconteceu! Vendi meu livro de um jeito que chamou a atenção do Sem Spoiler, o texto convenceu e o resto foi consequência. Eu sei que eu também tive sorte. O Sem Spoiler não divulga livros de poesia, por exemplo, então se você escreve para esse gênero, provavelmente nunca vai conseguir um blurb deles. Não teria chegado no Pedro Rhuas também se Gay de Família fosse muito diferente do que ele escreve e costuma ler. Fica aqui a dica de que é muito importante conhecer os influenciadores com os quais você quer trabalhar, às vezes as propostas simplesmente não combinam.  Só tenho a agradecer ao Alfredo Neto do Sem Spoiler, que abriu várias portas para esse tio e seus sobrinhos, e ao Pedro Rhuas, que literalmente ESTAMPOU UM CU NA CAPA DO MEU LIVRO. Muito obrigado!

Outra obra ficcional que também tem um cu na capa


POR HOJE É SÓ

Viram? Livro é coletivo. Não foi só eu, tem muita gente por trás. Quem puder eu peço que compre! 5,99, gente! Tem comédia, tem drama, tem fofura, tem susto, está tudo de bom. O número de vendas que eu conseguir acumular durante a pré-venda é muito importante pra entrar no meu "currículo de escritor" para depois eu chegar nas agências literárias e editoras e poder falar "Ei! Olha aqui, eu vendi 1 milhão de cópias em 2 semanas". 1 milhão é exagero meu, mas será que eu consigo vender 100 cópias? 200? Realmente não tenho ideia do alcance que essa história vai ter com o que planejei para ela, mas vamos descobrir! Volto aqui e conto para vocês.

COMPREM GAY DE FAMÍLIA! Divulguem nas redes sociais! Contem pra 1 amigo! Chega pra vocês dia 22/11!

Você tá feliz? EU TÔ EXPLODINDO DE ALEGRIA.


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Eu adoro clichês. Acho até que quem diz que não gosta está equivocado, porque clichês na ficção estão por toda parte. Você pode não gostar de alguns clichês específicos, mas é meio impossível um filme, uma série ou um livro não usarem de uma fórmula consagrada para alcançar o sucesso.

Já perdi a conta de quantas meninas esbarraram em meninos na escola, derrubaram livros no chão e se apaixonaram logo em seguida. Ou de quantas vezes a filha do presidente dos EUA foi sequestrada e um cara teve que ir lá salvar. Quantos homens tiveram sua família inteira assassinada por uma máfia e tiveram que buscar vingança dizimando sozinhos todo um exército? Quantas profecias milenares apontaram para um escolhido que era um rapaz completamente comum? Enfim, as histórias se repetem e pra mim tudo bem.

Bom, quase tudo bem. Chega uma hora que cansa, né, quando a fórmula é exatamente a mesma e parece que o enredo foi escrito por um algoritmo que analisou as últimas 100 histórias que lançaram do gênero e cuspiu o que deu. Mas, quando se utilizam dos clichês apenas para subvertê-los ou então para trazer uma realidade diferente do que acreditávamos ser uma experiência universal, meus olhos brilham.

É aquilo, gente, clichês são ótimos, mas clichês gays são melhores ainda. 

Sério, imaginem o filho gay do presidente sendo sequestrado e mandam atrás dele um agente especial que também é gay. Não me importam quem são os atores ou o diretor desse filme, eu já quero assistir. No meu coração, já ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original e com sorte Melhor Filme.


Gay de Família, meu livro, segue essa proposta. Eu sempre adorei aquele clichê do homem musculoso, gostoso e às vezes um pouco bronco e perigoso, que do nada se vê obrigado a cuidar de um monte de crianças fofas. Fofas em parte, né, porque todas acabam se revelando pequenos diabinhos. Operação Babá. Um Tira no Jardim de Infância. Treinando o Papai. Eu poderia montar uma programação de uma semana com esses filmes incríveis na Sessão da Tarde e ainda assim não seria suficiente. Agora peguem esse grandão e o façam gay: isso é Gay de Família!


Escrever esse livro foi tudo de bom! Tirando a parte horrível de escrever qualquer livro que é, bom, de fato escrever o livro. Mas fora isso foi muito divertido! Além de incorporar o clichê em toda sua glória, Gay de Família também me permitiu explorar uma relação que eu nunca tinha visto em nenhuma ficção mainstream: a do tio gay com seus sobrinhos.

Outro tabu que servi quebrado me perdoem é o de que gays e crianças não se misturam. Fico pra morrer com discurso de gente doida de que a única relação que gays podem querer ter com crianças é a da pedofilia. Crianças mal podem saber que gays existem. "Ai, como eu vou explicar pro meu filho dois homens se beijando?". É exaustivo. Não apenas gays, mas todas as pessoas LGBT+, pasmem, já foram crianças um dia. Nós podemos ter filhos, sobrinhos, irmãos pequenos, podemos trabalhar com crianças, as possibilidades são muitas. Tantas que chega ser um absurdo não vermos milhares de histórias retratando essas relações por aí.

Meu Deus, tô quase dizendo que "Gay de Família" é um ato político. 

Talvez seja, mas também é uma história de entretenimento! Tudo que eu espero é que o leitor se divirta como eu me diverti, que ria das piadas, ame os personagens e abra o coração nos momentos dramáticos.

Não sei se você está feliz, mas leia "Gay de Família" para ficar :)


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Meu principal objetivo como escritor de ficção é ser lido.

Ganhar dinheiro, viver disso e ficar famoso sempre foram interesses secundários, coisas que eu enxergo como bônus, sabe? O que eu quero mesmo é que as pessoas me deixem saber que estão me lendo. O que mais me motiva a continuar escrevendo minhas histórias é quando chega no meu e-mail, na minha DM, onde quer que seja, simplesmente CHEGA alguém dizendo que leu e gargalhou com o que escrevi. Nada mais triste do que um escritor que passa batido, que joga seu livro no mundo e não ouve nenhum eco.

O Wattpad pra mim foi uma solução natural.


Para quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma de leitura onde qualquer pessoa pode ler milhares de histórias autopublicadas de forma gratuita e também publicar seus próprios livros. Leitores podem comentar nas obras, organizá-las em bibliotecas pessoais e ter contato com os autores através de mensagens. Ainda está caminhando para monetizar os escritores, mas, mesmo enquanto isso não acontece, já é o melhor lugar na internet para quem, como eu, quer se sentir visto.

Cada caso é um caso, mas eu de fato não esperava o boom que foi ter começado a publicar histórias na plataforma em 2016. Um dos meus primeiros livros estourou e até hoje recebo comentários de pessoas que estão lendo e migrando para outras histórias minhas. É no Wattpad que eu consigo saber exatamente quais das minhas piadas estão funcionando, qual linha faz mais sucesso entre os leitores, quais os capítulos mexem mais com as emoções de quem está lendo. É um tipo de informação que nenhuma outra forma de publicação te dá. Publicar um ebook ou até um livro físico pode render avaliações de 5 linhas na Amazon, tweets de alguns leitores e até algumas resenhas mais elaboradas em blogs, por exemplo, mas nada se compara acompanhar os leitores comentando os parágrafos do seu livro. Não estou ganhando dinheiro nenhum com isso, verdade, mas é um feedback tão rico que eu não consigo simplesmente seguir em frente e fingir que não existem centenas de pessoas gostando do que escrevo.

Capa do livro "Não Somos Um" de Felipe Fagundes.  66 mil leituras,  9 mil votes e 35 capítulos
Meu primeiro romance publicado no Wattpad em 2016

Se eu não precisasse de dinheiro para produzir boas histórias (capas bem feitas, revisão, leitura crítica, de sensibilidade...), ficaria só no Wattpad para sempre. Mas preciso que meus livros pelo menos se paguem.

Foi aí que tive a ideia de transformar meu perfil na plataforma no meu laboratório de escrita. Na minha oficina, digamos assim. Um lugar onde eu posso publicar meus livros sem pensar muito se estão perfeitos, antes dos serviços editoriais, antes da publicação oficial. Um lugar onde eu posso colher o feedback dos meus leitores e usar esse retorno para melhorar o próprio livro. Se eu vejo que uma cena não está funcionando, eu posso cortá-la. Se eu sinto que os leitores querem saber mais de um personagem específico, posso dar mais importância para ele. A versão que vai para o Wattpad é uma, a que publico na Amazon é outra, melhorada.

É óbvio para mim que nem todo mundo vai querer pagar por um ebook meu. Tem gente que mesmo querendo não pode. E gente que não se interessa pelo Wattpad, gente que quer ler livros no conforto do seu Kindle. São basicamente públicos diferentes, e é no Wattpad que eu consigo unir todos esses mundos.

Ficou interessado? Agora mesmo você já pode ler na plataforma capítulos gratuitos ou até mesmo na íntegra o livro que eu estou trabalhando e pretendo publicar em breve. É sério, vai lá. Não é pegadinha.

Só não repara a bagunça, estou trabalhando.


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